“O futuro é o passado em preparação”. Masterclass de Mario Sergio Cortella agita a tarde desta quinta-feira, no Summit Connect

Mario Sergio Cortella abre a tarde de quinta-feira na imersão premium, Summit Connect, e integra o time de especialistas do assunto do dia, megatendências. O filósofo, escritor, educador, professor e palestrante encontrou o auditório lotado e um público com grandes expectativas. Com o tema “Cenários turbulentos, mudanças velozes”, Cortella conduziu uma palestra envolvente, que contou com a energia da plateia, desde o início.

Paranaense de Londrina, um dos maiores pensadores da atualidade, iniciou o bate-papo com os participantes falando da capacidade do ser humano de se revigorar, trazer à tona coisas que são antigas, mas são velhas, como a música da banda Queen, que embalou o início da apresentação. “A minha aula, da mesma forma, vai ser expositiva, sem powerpoint, uma maneira antiga, mas não velha”, explicou.

De acordo com o filósofo, o futuro é o passado em preparação, por isso, é importante refletir sobre qual será o legado desta geração daqui a 20 ou 40 anos. “Como seremos lembrados em relação ao meio ambiente, tecnologia e inteligência artificial?”, questionou.

Apesar das preocupações, Cortella acredita que a sociedade está evoluindo, o que não significa necessariamente que é para melhor. “Evolução significa mudança, que pode ser tanto positiva quanto negativa”, explicou. E neste ponto, o estudioso falou sobre a tecnologia e o cuidado para não perder a capacidade de análise diante do encanto pelas inovações. “Precisamos ter cautela em relação à informatolatria, que é a adoração ao mundo digital. As ferramentas em si podem ser inovadoras para o bem ou para o mal. A questão está em como as utilizamos, e isso é nossa responsabilidade”, concluiu.

Entre autores e exemplos do cotidiado, Cortella trouxe a discussão para o mundo coorportativo, falando do apego ao passado. “A sala de troféus da empresa é apenas uma representação do que é possível fazer, mas não é garantia de que será feito. O passado serve como referência, mas não deve ser nossa única direção. Há pessoas que ficam eternamente falando sobre como as coisas eram antigamente. Os funcionários e as organizações de hoje não são mais os mesmos, e é preciso enfrentar a realidade em vez de se lamentar”, orientou.

Para finalizar, o palestrante e autor discorreu sobre a insatisfação positiva, que é a força que impulsiona a inovação e o aprimoramento. “A inteligência artificial, por exemplo, nos assusta e nos anima, e devemos manter essa instabilidade. É preciso sempre querer mais e melhor, não apenas para nós mesmos, mas também para o bem comum. É importante ter um nível de insatisfação, que é benéfica”, completou.

“No mundo dos negócios, essa inquietação nos leva a repensar e não nos acomodar. Em um mundo de cenários turbulentos, devemos exercitar a dúvida e a efervescência. Saber fazer as perguntas certas é essencial, principalmente para ter clareza sobre o que estamos procurando”, finalizou.

Texto: Básica Comunicações

Foto: Brunno Covello


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