Mais do que abraçar a diversidade e inclusão social, é preciso integrar

Uma das maiores missões da sociedade é acabar com preconceitos e ver todos os seres humanos como iguais, indecentemente de cor, crenças, orientação sexual ou deficiência. Para isso, é fundamental aplicar a inclusão social nas empresas, para que todos tenham oportunidade.

No entanto, não basta apenas abraçar a causa da diversidade, mas também dar um sentido a ela.

“A diversidade e inclusão pode impactar positivamente o desempenho de uma empresa e dos colaboradores. Mas normalmente o programa de inclusão chega sem contexto, história e propósito” disse Rafael Bonfim, sócio fundador da bigland.co.

Rafael nasceu prematuro e com uma paralisia cerebral. Diante das dificuldades da vida, sabe muito bem que as portas nem sempre se abriram de forma natural.

“Eu entendi muito rápido que para eu aprender e fazer alguma coisa no dia a dia, eu teria que ter muito treino até fazer do meu jeito”, contou ele.

Formado em comunicação, Rafael mudou de ramo e desde 2015 trabalha com RH, lutando pela pauta da diversidade e inclusão. E o melhor início, segundo ele, é cumprindo as leis, de cotas e jovem aprendiz.

Além disso, é necessário colocar em prática internamente o discurso de inclusão. Mais do que ser benéfico para os funcionários, que se sentem mais seguros e motivados, a medida é positiva para a própria empresa, que atrai talentos, aumenta a qualidade de tomada de decisões e melhora a sua imagem e relevância global.

“Diversidade e inclusão não é mudar, é permitir. Entender seus processos. E é preciso equilíbrio entre vivência e entrega necessária. Sem isso, o projeto pode ser bacana, mas não vai integrar nada para a empresa”, concluiu.

Texto: Básica Comunicações

Fotos: Fábio Ortolan, Fernando de Souza e Brunno Covello