Da quase falência à referência do mercado: Como a Apple se tornou o que é hoje diante da inovação

Considerada a empresa mais valiosa do mundo dos últimos dez anos, a Apple revolucionou o mercado de tecnologia, desde os seus primórdios, com os computadores, até o que vemos atualmente, com os celulares, relógios, tablets e outros produtos.

A Apple surgiu em 1976, mas apenas em 1984 ganhou uma relevância, criando o Macintosh, e cresceu até chegar ao que é hoje. Mas, no meio do caminho, passou por crises, como a demissão do seu fundador, Steve Jobs, que retornou anos depois, até quase decretar falência.

No final dos anos 1990 a Apple mudou o seu conceito. O objetivo foi facilitar a vida dos consumidores, diminuindo a oferta de produtos, mas mostrando que eles são fundamentais para as pessoas.

Para Thiago Freire, especialista em cultura do cliente e ex-CX da Apple, este é o segredo da empresa, que foi contra a maré da maior parte do mercado e conseguiu se reestruturar e ganhar o público.

“Por mais tecnologia que se tenha nas mãos, as empresas parecem se afastar dos clientes. Somos bombardeados por tecnologia o tempo todo. Então é preciso gerar conexão. O ser humano não compra mais por ser bonitinho, e sim por uma necessidade”, afirmou ele.

Thiago ressaltou que o ser humano basicamente consome produtos por dois motivos: para sobreviver e também prosperar. E este é o princípio básico que qualquer empresa precisa seguir para conquistar os consumidores.

“Inovar é fazer o básico. Se a empresa não faz o básico, ela não consegue inovar. E fazer o básico não é fácil de fazer”, explicou ele.

E foi justamente nesta linha que a Apple seguiu no mercado, se baseando no conceito de que é preciso entregar algo dentro da demanda do público, ouví-lo e facilitando o processo, mas ao mesmo tempo dando a entender que ela tem sua importância para o dia a dia de todos, seja na criação do produto, até na forma como ela alcança o consumidor.

Texto: Básica Comunicações

Fotos: Fábio Ortolan, Fernando de Souza e Brunno Covello